quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Treinador de Mato Grosso no TOP TRAINER BRASIL 2016

Neste sábado teremos a grande final do TOP TRAINER BRASIL 2016 que será exibida no Programa EU Atleta no canal SporTV 2 às 9h (horário de Brasília).

O concurso reuniu na primeira fase 1186 personal trainers de 24 estados brasileiros, destes, 100 foram selecionados para a segunda fase e, apenas 10 foram eleitos para estarem na grande final em São Paulo nos dias 2, 3 e 4/12/2016. 


- Alex Augusto de Souza
28 anosSão Bernardo do Campo/SP


- Adilson Domingos dos Reis Filho
41 anos
Cuiabá/MT


- Ana Carolina da Silva Mendes Huber
34 anos
Tubarão/SC



- André Costa Pinto
38 anos
Rio de Janeiro/RJ



- André Luiz Hauer
30 anos
Curitiba/PR



- Cristiane Peixoto Marins Rocha
38 anos
São Paulo/SP



- Débora Oliveira
29 anos
Jaguariúna/SP



- Diego Alves de Oliveira
34 anos
Botucatu/SP



- Fabiana de Oliveira Pedroso
30 anos
Serrana/SP



- Thiago Meira da Silva
30 anos
Uberaba/MG




Adilson Reis Filho durante a prova de prescrição e orientação de exercícios para um cliente com lesão em alça de balde do menisco medial do joelho direito. Avaliador Prof. Dr. Julio Serrão (USP-São Paulo).


domingo, 27 de novembro de 2016

Adilson Reis na final do Top Trainer Brasil 2016


Texto: Cris Parente
Se você é um profissional de Educação Física inteligente, estudioso, apaixonado pela ciência, profissional, ético e leal aos seus colegas e aos princípios da nossa área, então você faz parte do nosso time.
Um time que luta para a Educação Física séria, ganhar espaço na sociedade, e poder mostrar que mudou, que tem muito conteúdo baseado em ciência, que estuda e prepara cada detalhe das suas intervenções e exatamente por ser séria e comprometida, vai conquistando seu espaço, e mostrando para todos que temos como trazer a sociedade TODA para uma vida ativa, de maneira interessante, que atraia as pessoas e não as expulse, que faça com que todos queiram saber quais são os novos modelos modernos de treinamento, onde possam se encontrar sem serem discriminados e sem passarem por situações constrangedoras. Onde queiram descobrir e redescobrir o prazer em se movimentar. A Educação Física mudou! Agora é para todos de verdade!
E eu te convido para acompanhar o trabalho de dez profissionais inteligentíssimos, capazes de criar novas formas de te tornar ativo(a) e saudável definitivamente, utilizando ciência e fazendo com que você goste e se apaixone pela atividade física. Então assista o Top Trainer Brasil: um evento sério, para você que tem dificuldade de começar e permanecer uma pessoa ativa, para você que um dia acreditou que nunca iria gostar de exercício, e para o profissional que está do lado do bem, que estuda de verdade, que planeja, e que está feliz que o profissionalismo de todos nós está conquistando seu espaço. E para os profissionais que ainda não entenderam, nós estamos de braços abertos para aprender com vocês sobre os assuntos que dominam, e ao mesmo tempo compartilhar nosso conhecimento e nossas conquistas.
Vamos Educação Física!!!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Menos sono, mais obesidade


Quem dorme mais engorda mais ou quem dorme menos engorda mais? Neste texto trarei as respostas para essa pergunta.
Antes de tudo, vamos classificar os tipos de dormidores. De acordo com Cippola-Neto (1988) os dormidores são classificados em grandes (necessitam de 8,5 h a 9,5 h de sono por dia) e pequenos (5,5 h a 6,5 h de sono diariamente). Todos controlados pelo ritmo circadiano que determina o ciclo de vigília e sono.
Há certa tendência em relacionar maior tempo dormindo com menor gasto energético e, consequentemente, maior acúmulo de energia, particularmente em forma de gordura corporal. No entanto, estudos têm demonstrado que indivíduos que dormem pouco possuem maior tendência para o sobrepeso e obesidade, tal como o exposto nos estudos de Hasler et al., (2004), Gangwisch et al., (2005), Patel et al., (2006), Cappuccio et al., (2008), que verificaram aumento de peso e índice de massa corporal (IMC) nas pessoas que dormiam menos de cinco horas ininterruptas por dia.
O aumento de peso advindo das poucas horas de sono está aparentemente associado à alteração das condições hormonais que promovem o aumento do apetite e consequentemente estimula a maior ingestão calórica. Tais alterações estão associadas aos hormônios leptina e grhelina (CAPPUCCIO et al., 2008), que sinalizam respectivamente ao hipotálamo a saciedade e a fome e, nos sujeitos que dormem pouco esse eixo parece estar desregulado, favorecendo menor sensação de saciedade (dependente da leptina) e aumento da fome (via ghrelina).
De acordo com os estudos, a privação de sono da pessoa acostumada a dormir por mais tempo é onde reside o problema, pois existem pessoas que dormem em torno de cinco horas e não apresentam alteração no peso corporal. Além da obesidade per se, Gottlieb et al., (2005) relatam que cinco horas ou menos e nove horas ou mais de sono também representa fator de risco para a resistência à insulina e ao diabetes tipo 2.
Embora a privação de sono ou o excesso do mesmo possa favorecer o sobrepeso ou obesidade, a manutenção de um estilo de vida fisicamente ativo, com prática de exercícios físicos diários e alimentação adequada, reduz as chances de se tornar um indivíduo obeso, porém, qualquer deslize e você terá um susto na balança com certeza.
Referências
CIPOLLA-NETO J. Fisiologia do sistema de temporização circadiana. In: CIPOLA-NETO J; MARQUES N; MENNA-BARRETO L.S. Introdução ao estudo da cronobiologia. São Paulo. Ícone, 1988.
HASLER G; BUYSSE DJ; KLAGHOFER R et al. The association between short sleep duration and obesity in young adults: a 13-year prospective study. SLEEP 2004;27(4):661-6.
GANGWISCH JE; MALASPINA D; BODEN-ALBALA B et al. Inadequate sleep as a risk factor for obesity: analyses of the NHANES I. SLEEP 2005;28(10): 1289-1296.
PATEL SR; MALHOTRA A; WHITE DP; GOTTLIEB DJ; HU FB. Association between Reduced Sleep and Weight Gain in Women. Am J Epidemiol 2006;164:947-54.
CAPPUCCIO FP; TAGGART FM; KANDALA NB; CURRIE A; PEILE E; STRANGES S; MILLER MA. Meta-analysis of short sleep duration and obesity in children and adults. SLEEP 2008;31(5):619-626.
GOTTLIEB DJ; PUNJABI NM; NEWMAN AB; RESNICK HE; REDLINE S; BALDWIN CM; JAVIER NIETO F. Association of sleep time with diabetes mellitus and impaired glucose tolerance. Arch Intern Med. 2005;165:863-868.

sábado, 27 de agosto de 2016

MAIS EXERCÍCIO FÍSICO, MAIS SAÚDE. DESDE QUE BEM ORIENTADO


O sedentarismo associado à ingestão calórica excessiva tem favorecido ao longo dos anos o aumento da obesidade ao redor do mundo. No Brasil 51% da população com mais de 18 anos de idade está acima do peso ideal (VIGITEL, 2012), em relação ao sexo, 54% dos homens e 48% das mulheres estão com sobrepeso ou obesidade. Já entre as crianças, o excesso de peso passou de 9,7% no ano de 1974 para 33,5% em 2009. Ao mesmo tempo em que se observa o aumento da obesidade, vemos também a diminuição das aulas de educação física nas escolas, um contrassenso total, já que aproximadamente um terço dos adultos obesos foram crianças obesas. Anos atrás as escolas ofertavam três aulas semanais de educação física, atualmente os alunos tem a disponibilidade apenas uma aula semanal e, às vezes é teórica ainda, salvo algumas raras exceções.
            A prática regular de exercícios físicos é um dos principais agentes não farmacológicos para a prevenção e tratamento de inúmeras doenças crônicas não transmissíveis, tais como, o diabetes tipo 2, a obesidade, a doença arterial coronariana, a hipertensão arterial, entre outras. O aumento dessas doenças representa algo em torno de 60% dos gastos públicos mundiais com o setor da saúde (IHRSA, 2012), despesa esta que poderia ser muito menor caso houvesse interesse do poder público em desenvolver projetos de qualidade e contínuos de promoção à saúde por meio do exercício físico. Outro aspecto importante da redução do sedentarismo é a diminuição da mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis em torno de 6% a 10% (THE LANCET PHYSICAL ACTIVITY SERIES, 2012).
A realização de exercícios físicos regulares além de favorecer a melhora da saúde em geral, reflete diretamente na qualidade de vida e promoção de uma longevidade autônoma aos indivíduos engajados com os exercícios. No entanto, ainda há pouca aderência aos exercícios físicos em indivíduos acima dos 18 anos de idade. Segundo os dados da IHRSA (International Health, Racquet & Sportsclub Association, 2014) no Brasil apenas 4% da população frequentam academias, 34% realizam atividades físicas nas ruas, parques ou em casa (com ou sem orientação profissional) e os demais 62% são sedentários.
Embora seja possível verificar alguns poucos projetos públicos de incentivo a pratica de exercícios físicos, como por exemplo, ciclovias, parques e praças com “academias” ao ar livre, ainda faltam profissionais de Educação Física devidamente registrados junto ao CREF-17 (Conselho Regional de Educação Física) para a orientação e acompanhamento da população. Aqui fica o alerta, cuidado com os pseudo-profissionais, EXIJA A CARTEIRA DE REGISTRO PROFISSIONAL de seu professor, coach, treinador, instrutor. Parabéns aos profissionais de Educação Física pelo seu dia.

domingo, 17 de julho de 2016

Água e Eletrólitos


A água é extremamente importante para a nossa sobrevivência, sem água morremos em poucos dias. A água contribui para a digestão de alimentos, lubrificação articular, transporte celular, excreção, regulação da temperatura corporal e outras funções.
No dia a dia perdemos água via transpiração, respiração, fezes e urina. A reposição de líquidos deve ocorrer diariamente, principalmente em locais onde a sudorese é aumentada e/ou quando se pratica exercícios físicos. Além da ingestão de água é importante que se ingira os eletrólitos, particularmente sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloro e bicarbonato, evitando assim cãibras, hiponatremia e outras condições adversas ao organismo.
A falta de água/líquidos leva ao quadro de desidratação cujos sinais e sintomas são: aumento da frequência cardíaca, dores musculares, cansaço e fadiga, dor de cabeça, náusea, tontura, vômito, confusão mental, perda de coordenação motora, secura na boca. Com o envelhecimento é comum a redução de líquido corporal, fato este que pode ser agravado pela pouca ingestão de líquido.
Recomenda-se a ingestão de líquidos em torno de 30-35 ml por quilo de peso corporal. No entanto, esses valores poderão ser diferentes para cada pessoa, para isso é importante que você faça uma consulta nutricional para ajustar às suas necessidades.

Personal Trainer e o Olhar Clínico


A falta de sensibilidade/percepção que alguns colegas têm ao se prescrever e acompanhar um programa de treinamento físico favorece o decréscimo no valor do serviço entregado. Um pouco dessa lacuna ocorre pela falta de experiência/tempo na área de treinamento personalizado, a outra parcela está pautada na falta de estudos. O personal trainer precisa aguçar a sua visão sobre o cliente e, enxergar mais do que um monte de músculos, ossos, gordura e água. Um treinamento deve respeitar as condições físicas, psicológicas, espirituais e sociais do cliente.
Atualmente temos muita informação que nos chega por diversos canais de comunicação, mas o problema está centrado na falta do conhecimento profundo sobre determinados aspectos importantes para a condução de um bom treinamento.
Conhecer tão somente os aspectos técnicos do treinamento é muito pouco, precisamos avançar no conhecimento do ser humano, dos seus anseios e dificuldades. Precisamos ir além dos aparelhos, precisamos entender as disfunções corporais para aí sim aplicar um treinamento realmente funcional.
Temos muitos graduados em educação física trabalhando como personal trainer, mas poucos são profissionais. Invista em conhecimento, agregue valor ao seu serviço/produto, resolva os problemas, entregue mais do que o seu cliente precisa.
Grande abraço, sucesso a todos nós.

Diferentes Exercícios para os Bíceps. Precisa?


Um dos princípios do treinamento desportivo, o princípio da variabilidade permite que haja a quebra de um possível platô de treinamento, assim como, a redução da monotonia nas sessões de treino. A alternância de exercícios e de outras variáveis de treinamento favorece maior motivação para a continuidade da tarefa ao longo dos dias, meses e anos. De acordo com Gomes da Costa (1996) a maior diversificação de estímulos favorece maior possibilidade de aumentar o desempenho numa determinada tarefa.
Em se tratando de treinamento de força, especificamente os exercícios para o bíceps braquial, há uma enorme variedade de treinos na sala de musculação. No entanto, será que esses exercícios diferentes promovem resultados distintos quanto à atividade muscular e/ou força ou, a variabilidade de exercícios para os bíceps são apenas para “encher linguiça”? Respondendo, há ausência de estudos que verificaram hipertrofia seletiva (distal, medial ou proximal) para o bíceps quando comparados os diferentes tipos de exercícios, tais como: rosca direta com a barra, rosca direta no banco Scott, rosca direta com banco inclinado ou rosca direta na polia baixa, por exemplo. Desta forma, o que podemos por enquanto é especular de forma elegante que há maior atividade muscular para o bíceps como um todo ao se alternar os ângulos de flexão ou extensão dos ombros durante a execução da rosca bíceps em distintos exercícios.
Sobre isso, Silva (2007) ao comparar o torque para os flexores do cotovelo nos exercícios ROSCA SCOTT, ROSCA DIRETA EM PÉ, ROSCA NO BANCO INCLINADO e ROSCA NA POLIA BAIXA, verificou grande variabilidade na produção de torque na fase inicial e final, sendo praticamente semelhantes quando a flexão do cotovelo estava próxima de 90°. Oliveira et al. (2009) verificaram diferença estatisticamente significativa durante a fase concêntrica para a cabeça longa do bíceps braquial apenas quando o cotovelo estava quase em extensão completa no exercício rosca Scott com os ombros fletidos em 50°. A rosca direta em pé e no banco inclinado (-50° de extensão de ombros) foram similares, tanto na fase concêntrica quanto excêntrica.
Esses achados reforçam a ideia de que a variabilidade de treinamento pode ser importante para o desempenho em determinadas tarefas e/ou para determinadas pessoas, atendendo assim aos princípios da especificidade e individualidade, respectivamente. Porém, não podemos concluir que essa variação de exercícios/ângulos promova hipertrofia diferenciada para o bíceps braquial (cabeça curta/longa ou porção proximal, medial e distal).
Referências
Gomes da Costa, Marcelo. Ginástica Localizada. Rio de Janeiro: Editora Sprint, 1996.
Silva FC. Caracterização do torque externo a partir das características musculoesqueléticas dos flexores do cotovelo. Dissertação. UFRGS, Porto Alegre-RS, 2007.
Oliveira et al. Effect of the shoulder position on the biceps brachii EMG in different dumbbell curls. Journal of Sports Science and Medicine (2009) 8, 24-29.