As contrações musculares ocasionam gasto energético e este por sua vez necessita ser reposto para que o exercício possa ser concluído. As vias energéticas são classificadas em: ATP-CP ou dos fosfagênios (via anaeróbia alática, ou seja, sem a produção de lactato | necessita da creatina fosfato para a sua ressíntese); Glicolítica (via anaeróbia lática, com produção de lactato | utiliza a glicose como principal substrato para a reposição de ATP) e, Oxidativa ou aeróbia (utiliza os ácidos graxos livres | gordura). A via do ATP-CP é esgotada em torno de 10 s de esforço máximo (extenuante). Esforços não máximos exigem para a sua continuidade outra via energética, neste caso, entra em ação a via glicolítica (predominantemente); em se mantendo um esforço prolongado, mas com intensidade baixa-moderada, quem assume a responsabilidade pela manutenção da ressíntese de energia é a via oxidativa (aeróbia). Após um esforço máximo, necessitamos ao menos de 30 s para uma recuperação em torno de 70% do sistema ATP-CP e, aproximadamente cinco a 10 minutos para que 100% da via ATP-CP esteja recuperada. Em se tratando das reservas de glicogênio muscular e/ou hepático, necessitamos entre 12 a 48 h, dependendo do tipo de exercício e da ingestão adequada de carboidratos.
Bons treinos e boas refeições para que tenham uma ótima recuperação energética.

